Algures no livro do Génesis, logo
o primeiro da Bíblia, está escrito: “não é bom que o Homem esteja só”
Ao longo da vida conhecemos muita
gente, temos muitos amigos, eventualmente muitas paixões.
Amamos sem ser correspondidos,
amaram-nos sem que correspondamos, namoriscamos… mas há um dia em que o amor
fala de forma diferente!
Não sei se são os olhos, o toque,
as conversas ou os silêncios. Não sei!
Se me perguntarem porque creio em
Deus não saberei explicar. A fé sente-se tão intimamente que dificilmente se
conseguirá descrever de uma forma objectiva.
Assim é o amor: porque amo este e
não aquele? O que tem ele de diferente?
Explica-se?
Não procuro explicações! Sei que
algo se passa no nosso íntimo e vivenciamos a cumplicidade, dias muito bons, dias
mais difíceis, dias de beijos, dias mais distantes… Dias reais, no fundo!
Sem perder a nossa
individualidade, sem anularmos a nossa pessoa, continuando a ser dois
indivíduos, somos um casal. Somos um!
A nossa felicidade passa pela
felicidade do outro, partilhamos as angústias e as conquistas, partilhamos a
cama, a mesa.
Manter a chama, relembrar o “sim”
que um dia quisemos dizer e vivê-lo. Vivê-lo naturalmente, sem forçar, sem
impor! Vivê-lo de verdade!
(in Março 2009)
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